Caso de mulher curada do HIV mostra que ciência vai vencer o vírus, avalia médica

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos, apresentado na última terça-feira (15) na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Denver, trouxe passo importante na busca pela cura do HIV, responsável pelo desenvolvimento da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

 

 

O estudo apontou que uma mulher de 64 anos, nos EUA, vivendo com HIV e leucemia , que recebeu um transplante sanguíneo de células-tronco para o tratamento de leucemia, ficou livre do vírus por 14 meses após interromper o tratamento com medicamentos antirretrovirais. A notícia trouxe esperança para a luta contra essa doença que desafia a ciência desde os anos 80, quando surgiu.  O Coronavírus, por exemplo, teve sua vacina criada em cerca de um ano, mas o HIV simplesmente não oferece essa possibilidade. Há, porém, tratamento com medicamentos que controlam o vírus.

 

 

A Uirapuru conversou sobre este assunto com a infectologista Dra. Clarissa Oleksinski.  Conforme ela, o caso da mulher curada envolveu um transplante de medula por conta de um câncer.  Esse procedimento deu a ela células-tronco de uma pessoa que é naturalmente resistente ao HIV.

 

Isso, aliado ao medicamento retroviral, permitiu que a mulher ficasse finalmente livre do HIV. Conforme a médica, hoje as pessoas que recebem o medicamento antirretroviral chegam ao ponto de que a carga viral não é mais localizada.  Porém, o organismo tem alguns locais onde o vírus fica dormente, longe do alcance do medicamento.  Desta forma é preciso que o paciente com HIV tenha comprometimento e mantenha o tratamento com a medicação.  Se parar, o vírus volta a se multiplicar no corpo. Para a médica essa notícia de cura, a terceira registrada no mundo, traz esperança que, em algum momento, a ciência vai vencer este vírus.

 


Créditos: Rádio Uirapuru – https://rduirapuru.com.br/saude/caso-de-mulher-curada-do-hiv-mostra-que-ciencia-vai-vencer-o-virus-avalia-medica/

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